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Uma pausa. Vamos voltar para umas atitudes dela que me fez pensar - vocês já sabem o que é - e talvez seja verdade.
- Me responde por favor, o que foi aquele beijo?
- Ah, sei lá. Foi pra mãe deixa de falar.
- Sério?
- Foi.
- Jura? - Pressione ela de todos os jeitos. Não sou de fazer isso mais nesse momento foi o jeito-.
- Tá, não foi por causa da minha mãe, nem de ninguém. Na verdade eu... eu...
- Eu?
- Eu te...
- "Eu te" o que?
Não consegui me segurar tinha certeza do que ela iria dizer. Fui beija-la, ergui meus lábios, eles queriam ir em direção ao dela. Quando uma voz soou perto de nós.
- Amanda. Quanto tempo.
Nesse momento, eu simplesmente queria matar quem quer que fosse, seja ela, homem ou mulher.
- Jack, como você está?
- Eu estou do mesmo jeito lindo, e ai quer tomar alguma coisa?
- Não, não quero, obrigado.
- Ow, irmão. - falei indignado, pois perdi uma chance-.
- Que me chamou?
- Pow só tem nós 3 aqui, então eu que chamei, ora.
- Quem é esse, Amanda?
- É um amigo meu.
- Nunca vi ele por aqui. - É claro, eu não estudava ali-.
A cara que ele estava fazendo era de zombação. Com certeza. Uns amigos dele chegaram, me intimidaram.
- Ei, "Jack"? Tem como você dar licença, eu estava conversando com ela
- Mano, quem é você pra me dá ordens. Pra você que não sabe, sou eu que mando nesse colégio.
- Meu irmão, eu só quero voltar a conversar com ela, só isso.
- É Jack, por favor vai.
- Tá gatinha, eu só vou porque você pediu, agora eu quero um beiji...
É. A vida pra mim não é fácil. Nunca na vida, eu vou chegar numa garota e forçá-la a me beijar. Nunca. Isso nunca. Eu acho a pior "Palhaçada" que o melhor de todos os circos podem apresentar.
- Não. Sai daqui.
- Tá bom. Olha não se esquece, EU TE AMO.
Outra pausa.
Essa frase veio que nem uma bala de uma Magnum em direção ao meu peito, do lado esquerdo pra ser sincero. Eu não tive como esquivar. Aquilo ia me atormentar, há se ia.
- Tá bom.
E ele fez como ela mandou, isso é bom. Muito Bom.